sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

VOCÊ É UM PSICOPATA?

No Brasil há 5 milhões de psicopatas. Eles são charmosos, inteligentes, bem sucedidos e muitas vezes, eles são quem você menos espera. Tome cuidado, pode ser que um deles esteja ao seu lado.
Ao contrário de que conhecemos a grande maioria dos psicopatas não são assassinos sanguinários como o maníaco do parque ou o Chico Picadinho. Eles estão por aí livres deixando pessoas desapontadas. Eles andam pela sociedade como predadores sociais, destruindo famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis e deixando carteiras vazias por onde passam.
São encontrados em escritórios por aí, muitas vezes ganhando uma promoção atrás da outra enquanto puxam o tapete dos colegas. Nas grandes rodas de políticos que desviam dinheiro de merendas escolares para suas contas bancárias, entre médicos que deixam pacientes morrerem por acaso, entre “amigos” que pegam dinheiro emprestado e nunca devolvem. São muito poucos os psicopatas que partem para a violência.
Existe um questionário com perguntas sobre a vida do sujeito, feito para identificar se ele tem traços de psicopatia. Mesmo com este questionário, não é fácil identificar um psicopata. Eles não têm crises como doentes mentais: o transtorno é constante ao longo da vida. Outras funções cerebrais, como a capacidade de raciocínio não é afetada. Algumas características, porém, são evidentes.

Características de um psicopata

Charme: Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso se torna líder com freqüência. Seja na cadeia, seja em multinacionais.
Inteligência: O QI costuma ser maior que a média: alguns conseguem se passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado o colegial.
Ausência de culpa: Não se arrepende nem tem dor na consciência. É mestre em colocar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza de que nunca erra.
Espírito sonhador: Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo se a situação do sujeito estiver miserável, ele só fala sobre as glórias que o futuro lhe reserva.
Habilidade para mentir: Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina.
Egoísmo: Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo ok para ele, não interessa como está o resto do mundo.
Frieza: Não reage ao ver alguém chorando e termina relacionamentos sem dar explicação. Sabe o cara que “foi comprar cigarro e nunca mais voltou?”.
Parasitismo: Quando consegue a confiança de alguém, suga até a medula. O mais comum é pedir dinheiro emprestado e deixar para pagar no dia 31 de fevereiro.

Psicopata que se preze se orgulha de suas mancadas. Eles tratam pessoas como coisas. Para a neurologia, os circuitos do cérebro de um psicopata são fisicamente diferentes dos de uma pessoa normal. Isso porque a psicopatia parece surgir independentemente do contexto ou da educação.
Psicopatas se dão bem em entrevistas de emprego, manipulam o ambiente de trabalho e conquistam a confiança dos chefes sem fazer força. Muitos são homens de negócios bem-sucedidos, políticos adorados e líderes religiosos.
Essas pessoas com transtorno anti-social são tecnicamente incapazes de frear seus impulsos “sacanas”. Mas, para os psiquiatras, essa limitação não significa que eles não devam ser responsabilizados pelo que fazem, pois eles têm a plena consciência de que seus atos não são corretos, apenas não dão muita importância para isso. Se cometem crimes são presos, e na cadeia tendem a se transformar em líderes e agir no comando de rebeliões, por exemplo. Mas nunca aparecem. Eles sabem como manter suas fichas limpas e acabam saindo da prisão mais cedo por bom comportamento.
A grande maioria dos psicopatas não se reconhece como tal e dificilmente vão mudar de comportamento durante a vida. Não existe tratamento comprovado e nem remédios que façam efeito, e quando são levados a tratamento em consultórios, os psicopatas acabam adquirindo o vocabulário dos especialistas e se munem de desculpas para justificar seu comportamento quando achar necessário.



Fonte: Revista Superinteressante – Edição 228 – Julho de 2006 – Editora Abril
Texto: Alexandre Versignassi
Edição: Xavier

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